Seremos Nós capazes de orientar nossos adolescentes nesta Nova Sociedade?

Duvidas

O que temos feito para orientar as novas gerações nos caminhos tão tortuosos e com tantos atalhos e opções que a elas se apresentam neste novo século?

Continuarmos a reclamar e fazer apenas críticas a pessoas, situações e coisas que ainda não entendemos nem como surgiram, nem para onde caminharão e o que acontecerá aos nossos futuros jovens é uma perda crucial de tempo que deveria estar a ser melhor aproveitado com decisões e atitudes positivas e objetivas que nos levem (e às nossas crianças e adolescentes) a um Futuro onde um maior número de pessoas se entendam, saibam o que querem, e busquem mais Objetivos Sociais do que Individuais, visando sempre o Bem Comum.

Das duas, uma:

  • Ou ficamos rezando para que nada de ruim aconteça às novas gerações, por quem somos responsáveis…;
  • Ou enfrentamos essa nova realidade que estamos vivendo, e aprendemos a entender estas novas gerações…, antes que nossas crianças cresçam sem direção, apenas tentando se adaptar entre duas realidades: a de seus pais e avós, e a que eles e seus amigos anseiam ter, mas não sabem como chegar lá, não sabem buscar e construir sua Felicidade por não conseguirem respostas a seus questionamentos, nem à nossa atitude frente seus comportamentos – só porque não os entendemos, nem entendemos este ‘novo mundo’.

Só após alcançarmos esta compreensão poderemos, ou não, criticar o que está acontecendo ou apenas entender que nossas crianças e adolescentes têm uma nova maneira de se rebelar contra o que vivem, diante do que lhes é oferecido…, assim também como nós fizemos na nossa época.

Voltando no tempo, apenas as gerações anteriores aos anos 50, do século passado, não tiveram muitas opções de escolha porque eram totalmente dependentes de seus pais, o que fez as gerações que se seguiram a ela, entender – como adolescentes – que a Liberdade só acontece quando não dependemos financeiramente de ninguém e que o caminho para alcançarmos tal Liberdade com Honestidade está no TRABALHO. Poderá nos faltar Emprego algumas vezes, mas Trabalho sempre existirá – sempre haverá pessoas necessitando do trabalho, conhecimento e experiência de alguém em algum momento de suas vidas. Assim, só precisamos mesmo é identificar o que mais gostamos de fazer e, então, dedicarmos nosso tempo em Aprender cada dia mais sobre o que gostamos para sermos os melhores naquilo que propomos fazer. Quanto mais nos prepararmos, mais confiantes nos tornamos e isso nos garantirá nossa autonomia Financeira e com ela, a Liberdade que buscamos.  Somente quando temos a nossa autonomia financeira é que podemos dizer que “somos donos de nosso nariz”, podemos decidir por nós mesmos o que queremos fazer…, e arcar também com as consequências de nossos erros, sem que nossos erros nos desanimem. Afinal, os erros também nos ensinam muito sobre o que devemos evitar da próxima vez.

Entre os anos 60-70, quem se rebelava era considerado “a ovelha negra da família” e tinha suas “mordomias” cortadas. Alguns adolescentes chegavam a ‘sair de casa’ para   assumir sua própria vida, abrindo mão dessas mordomias em nome da ‘Liberdade de viverem a vida como quisessem’.

Essas foram pessoas muito corajosas e as que mais e melhores lições deixaram para as próximas gerações. A principal lição foi a de que ‘Liberdade é a melhor coisa que podemos ter na vida, mas ela ‘não vem pronta’, nem está à venda”. É preciso conquista-la, construí-la, e isso dá realmente muito trabalho, exige muito esforço e determinação, junto com muito sacrifício. Mas…, VALE PASSAR, VALE VIVER tudo isso…, e NÃO HÁ DINHEIRO QUE PAGUE alcançarmos nossa Liberdade por nós mesmos, sem influências de pessoas conhecidas”. Essa geração que buscou sua Liberdade com Trabalho Honesto e Responsabilidade, foi vivida pelas gerações que passaram pelas duas grandes Guerras Mundiais e se tornaram ‘imigrantes’ em outros países. Sem dinheiro, sem conhecidos que lhes pudesse ajudar financeiramente ou mesmo lhes arrumar trabalho, tiveram que recomeçar suas vidas do ‘Zero’. E enriqueceram as vidas de nossos antepassados com suas experiências, as quais foram (e continuam sendo) transmitidas a novas gerações, até hoje.

Diferente, por exemplo, do Movimento dos Hippies

Na época dos “hippies”, a rebeldia tornou-se um ‘jeito livre de ser’, mas sem uma meta a tingir a não ser a própria liberdade inconsequente.  Eram Grupos de ‘ovelhas negras’ que buscavam viver em harmonia com todos, mais pela  intenção de ‘chocar’ a sociedade estabelecida da época, do que preparar alternativas para construir uma Sociedade Melhor. Assim, eram tais jovens foram rejeitados pela sociedade burguesa da época. Foram Grupos cujo lema de vida era “Paz e Amor”. E para encontrarem esta Paz e Amor precisaram se desligar do que a sociedade da época pregava como ‘bons costumes’.

Como forma de protesto, se alienaram, afastando-se não só da sociedade, mas também da realidade da vida usando drogas e criando comunidades que tivessem os mesmos objetivos e filosofia de vida deles, virando as costas para os adolescentes que não abriam mão de suas mordomias em família – uma forma de os pais os compensarem pelo “sacrifício” de abandonarem seus sonhos para viver o sonho dos pais.

Os Hippies queriam Liberdade para viver do jeito que achassem melhor. Eram eles que faziam suas próprias regras, não aceitando imposições da sociedade constituída. A maioria acabou não tendo um futuro nem tranquilo, nem feliz ou promissor. Alguns,, ao final, passaram a depender até da caridade de outras pessoas para viverem, mesmos sem muita ‘dignidade’.

As gerações de adolescentes e jovens brasileiros posteriores à dos Hippies (70-80) foram mais  engajadas com os direitos e deveres de cidadãos da sociedade em que viviam, mas não se tornaram assim por imposição (como acontecera com as gerações anteriores), e sim por serem cidadãos mais conscientes de que precisavam fazer algo importante para que todos usufruíssem das mesmas regalias que apenas alguns tinham alcançado. Uma geração muito especial, com uma Inteligência Coletiva como não se vê desde então.

Eles se denominaram os “Caras Pintadas”, e esta denominação surgiu quando se engajaram na luta contra valores individualistas e buscando Igualdade de Direitos, Ética na Política, Honestidade nas ações e decisões políticas do país. Nunca antes deles se viu jovens tão amadurecidos, buscando soluções melhores do que as que tinham a sua disposição.

Hoje (séc XXI), assistimos ao nascimento de dois Movimentos de adolescentes: a dos ‘Rolezinhos’, ocupando o ‘espaço’ daqueles que não aceitam ser afastados do convívio coletivo frequentado pelas classes sociais mais altas. Ao contrário, querem participar desta sociedade que observam levar uma vida de sonhos, com facilidades para obter ‘Coisas’ que passaram a fazer parte do cotidiano dos jovens (shoppings, baladas, barzinhos, cinema…), ‘objetos de desejo’ de todo jovem, mas que é negado aos jovens da periferia por não terem nem dinheiro, nem boas maneiras para saberem como conquistar este espaço onde “Tudo é possível”. Então, à sua maneira se unem para mostrar o que desejam e que vão fazer de tudo para se “agregarem” e serem aceitos pela minoria social. E se não forem aceitos pela sociedade aí estabelecida, mostram-se dispostos até mesmo a se armar e matar, lutar contra tudo e contra todos achando que poderão se ‘igualar’ às pessoas de nível social mais alto do que os deles roubando, matando, assaltando, para ‘ostentarem’ aquilo que só se consegue mesmo através da Educação em Valores Humanos – e não se ‘entupindo’ só de Dinheiro.

Eles querem ser aceitos pelas classes sociais mais altas que as suas, mais cultas e refinadas, impondo a elas sua própria ‘filosofia de vida, seu jeito de ser, seu gosto pela arte de rua, pelas músicas que compõem, sem se tornarem um simples “apêndice” estranho e doloroso para a classe dominante. Se nem eles mesmos aceitam que lhes seja ‘imposta’ qualquer coisa, qualquer comportamento, como querem conquistar um ‘status’ mais elevado ‘impondo’ sua cultura, sua falta de respeito ao que essas classes sociais têm de melhor?

Querem pertencer a classes sociais mais altas que as suas ‘apenas acrescentando DINHEIRO a suas vidas, como se as classes mais altas só se distinguissem das outras PELO DINHEIRO que têm. Nem percebem que sem se esforçar para conquistar posições, ou pessoas, sem perceber que é preciso dar a elas o mesmo Respeito que exigem para eles mesmos. E isso pode ser demonstrado buscando conhecer, aprendendo sobre o que as pessoas ricas gostam, as suas preferências, mesmo que não as adote em sua vida, mas sem se manter na ignorância e sem condições de iniciar um diálogo e uma amizade.  Se permanecerem assim, não poderão reclamar por serem considerados somente ‘um simples “apêndice” estranho e doloroso para a classe dominante.

Eu também não estava entendendo exatamente (será que estou entendendo agora??), o que eles buscam e porque criam situações de conflito se poderiam usufruir de tudo o que desejam bastando deixar de criar tanta confusão. Afinal, nas gerações passadas sempre existiram diferenças de classes sociais e nenhuma classe pobre foi assim, tão agressiva com os mais ricos do que elas. Foi quando me lembrei que também nenhuma geração anterior teve o desafio de ter à sua frente milhares de objetos de desejo diante de seus olhos e tão distantes de seus bolsos.

É como colocarmos crianças diante de uma vitrine de doces e sorvetes, deixá-la ali, olhando tudo aquilo e, quando nos pede pelo menos um daqueles doces recebe um “Não” como resposta. E, de seus pais ouvem sempre que:-“Nós não podemos te dar isso porque não temos dinheiro”. E sem dinheiro o doce não sai da vitrine. Portanto, esta geração dos “rolezinhos” vem se frustrando desde que se entendem por gente. Daí acharem que Dinheiro pode comprar tudo – até a Felicidade!! Se isso NÃO É VERDADEIRO,  também NÃO É JUSTO!!

O que o Capitalismo (que traz consigo o Consumismo) tem feito a esses nossos adolescentes é muito sério, está brincando com a confiança de crianças que ainda acreditam que os adultos existem para protegê-las, amá-las e as fazerem felizes.

E são exatamente os adultos irresponsáveis e inconsequentes que criam estes conflitos nestas novas gerações, mostrando tantas coisas lindas para brincar e se divertir, para as transformarem em rainhas e princesas…, em ídolos iguais aos que vêm na televisão…, Ou doces deliciosos, apetitosos, aos quais estas crianças e adolescentes não têm acesso porque seus pais não têm dinheiro para lhes comprar.

Assim, olhando sob o prisma dessas crianças, não são elas que criam problemas e conflitos com os adultos. São os adultos que, na sua ânsia cada vez maior de ganhar dinheiro, fazem propagandas que despertam o desejo de inocentes sem recursos, um Governo que a toda hora promete a eles um Paraíso, para em seguida detruirem os novos sonhos que ajudou-os a construir (não porque não querem trabalhar, mas porque não têm condições de encontrar um emprego melhor por falta de estudo em uma escola de qualidade).

Até à primeira geração deste novo século a situação não tinha ficado tão grave assim. Entretanto, as mídias foram avolumando as ofertas e desejos desses potenciais consumidores de tal forma que o desejo se tornou ansiedade. A ansiedade de tornou frustração…, e esta frustração evoluiu e se transformou em trauma, gerando esta sequência de agitação e revolta nos jovens que se vêm impossibilitados de “fazer parte” deste mundo, mostrado a eles “na vitrine”, mas proibindo-os de ter acesso real ao que veem.

Quem de nós, crianças e adolescentes, ou mesmo como pais impossibilitados de oferecer aos seus filhos tantas coisas maravilhosas, não se revoltaria???

Cada geração escolhe seu jeito de se rebelar, de mostrar sua insatisfação com a forma pela qual é tratada pelas gerações anteriores. Só nos resta, como Educadores, compreender e encontrar meios de conseguir traduzir tudo isso na linguagem deles para entenderem como será possível terem acesso a essas coisas, e quais dessas coisas a maioria desse jovens nunca conseguirá, e nem por isso esta maioria vai sair por aí matando e roubando para conseguir.

Precisamos, como Educadores, ensinar a estas novas gerações o que ainda continua cada dia mais válido no convívio em Sociedade: ensinar-lhes, por exemplo:

  • a diferença entre o que é ESSENCIAL e o que é SUPÉRFLUO;
  • Princípios e Valores Humanos que imprimem no Ser Humano uma importância e um Valor bem maiores do que têm aquelas pessoas que apenas Compram coisas, mas que não podem oferecer a ninguém aquilo cujo valor está acima de qualquer preço: Sua INTEGRIDADE DE CARÁTER, demonstrada em sua Honestidade, Sinceridade, Caridade com aqueles que mais precisam…

As perguntas que devem nos orientar na melhor compreensão do que hoje acontece em nossa sociedade no que se refere a comportamentos de nossos adolescentes me parece ser:

  • Como lidar com o novo laço social da globalização em suas múltiplas expressões?
  • Que novo olhar devemos ter para este “novo tempo”?
  • Qual o Futuro do Passado com o qual ainda convivemos: O que deve permanecer e o que deve mudar?

Como compreender o ser humano que nasce e vive em uma realidade voltada totalmente para a Globalização, mas age de forma tão egoísta e individualizada, quando já deveria ter sua Inteligência Social bem mais evoluída?

Precisamos entender que se antes nos ensinavam a nos preparar para o Futuro, neste século isso continua do mesmo jeito – apenas precisamos nos lembrar que o Futuro deve ser entendido como ‘o próximo momento’ e não daqui a alguns anos. Lembram-se das preocupações das famílias em incentivar seus filhos a serem “Doutores”?? Ter um filho “doutor” na família- mesmo que essa não fosse a profissão que o filho desejaria, era ter a tranquilidade de que ‘nunca lhes faltaria coisa alguma’. Hoje, diante de tantas possibilidades de igual peso, o Futuro é criado, inovado a cada dia, tornando-se uma ‘nova invenção do Presente’ que poderá ser ‘superada amanhã’ por uma outra e mais outra, até este filho ter idade para escolher o que deseja ser (escolha esta que não garantirá também que ele permanecerá nela durante sua vida toda).

Este é o Foco que não se pode perderVivemos uma realidade em constante mudança que nos surpreende a cada dia com o que jamais sonhamos ter ou ver. Quando formos capazes de enxergar esses novos tempos de um jeito menos apavorante e ansiogênico, conseguiremos também explorar sua vertente da Invenção Criativa de um novo Laço Social, um novo Projeto de Vida, uma nova hierarquia de trabalho e familiar superando aquela estabelecida nos séculos anteriores a este, mas ainda não totalmente superada em seus Valores mais essenciais – como o do Respeito ao Outro pelo que ele é e pelo que poderá vir a ser durante sua vida. E que deve permanecer valorizado.

Como Educadores, estamos tendo a chance de sermos passageiros de uma mudança histórica sem precedentes. Cabe-nos fazer com que essa viagem possa ser vivida com interesse e entusiasmo, apesar dos solavancos comuns a uma mudança fundamental de ‘terreno e atmosfera’.

Todas as gerações de jovens e adolescentes anteriores a esta já demonstraram que ‘Ser adolescente é Ser Rebelde  ao “já estabelecido”, do tipo:-“Existe governo? Então eu sou contra!” E os das geração mais antigas souberam lidar com isso, e ensinaram aos seus jovens a importância de saber ‘administrar suas frustrações’ porque elas são naturais da vida –  e orientá-los para que aprendessem a olhar todas as outras possibilidades que uma só frustração costuma nos trazer. Inclusive a minha geração ainda aprendeu sobre isso e deu um jeito de não permitir que algumas frustrações estragassem todas as outras ‘possibilidades’ de realização e felicidade que a Vida nos traz – mas que precisamos aprender a enxerga-las.

Agora estou eu aqui, fazendo o papel da geração dos meus pais, procurando mais entender o que acontece, do que somente criticar os fatos atuais, lembrando-me do meu tempo de adolescente e jovem.

Tudo bem que as mudanças neste século XXI além da rapidez com que acontecem (sem nos dar tempo de assimilar a anterior e já surge uma nova) são mudanças que na minha geração só existiam em filmes de ficção científica, o que torna ainda mais difícil compreender o que poderão provocar mais adiante.

E como se tudo isso não bastasse, ainda temos a deterioração das políticas vigentes inseridas numa economia que incentiva o consumismo e a assunção de dívidas para quem não tem poder aquisitivo e ‘precisa’ se sentir “inserido” neste novo perfil de uma Sociedade Madrasta que beneficia poucos em detrimento da grande maioria.

Uma maioria que diz querer ser Livre para decidir o que quer, mas se deixa ser manipulada pela Mídia, pela Economia e a Política, que destroem em lugar de construir uma sociedade mais justa e competente…, enquanto por outro lado “constrói” um Ser Humano insensível, egoísta, transformando-se em marionete dos Políticos, Banqueiros e da Mídia – e se vendendo a todos eles pelo Dinheiro, único que consegue fazer as pessoas de hoje superarem suas frustrações pelo Ter, e não mais buscar a Felicidade de genuinamente Ser.

Angela Alem

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Um comentário sobre “Seremos Nós capazes de orientar nossos adolescentes nesta Nova Sociedade?

  1. Mais um excelente texto seu, meu Amor ❤ ❤ . Na realidade os jovens de todo o mundo têm sido 'abandonados' à sua 'sorte', julgando os Pais, Educadores e Professores que lhes estão a dar contributos positivos para o seu caráter. Estes jovens desorientados estão mais indefesos para todas as atrações da Sociedade atual, não estando eles preparados para reflexões criticas de todos os 'chamamentos' que lhes são dirigidos propositadamente como consumidores. Estas 'marcas' ficam gravadas nas suas mentes e acabam por provocar graves prejuízos. Estamos TODOS a prestar um mau serviço à EDUCAÇÃO e à Consciência Coletiva da Humanidade.

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