Inteligência Ética

5 Mudanças na Sociedade que têm impacto na Vida das Pessoas: trabalho, educação, empresa, família, amigos.

ética e educação    09-06-2016

Tais alterações deverão direcionar novos contextos a serem trabalhados nas Escolas, desde os anos iniciais até os cursos de Pós-Graduação e de Atualização Contínua.

Nossa Sociedade, até há pouco mais de uma década (final do século XX), entendia que as Escolas deveriam estar focadas apenas em “transmitir  informações” aos seus alunos, com o objetivo único de prepara-los para “passar no vestibular” das melhores Universidades Públicas e Particulares que existiam no Brasil e fora dele.

Entretanto, com o surgimento de novas tecnologias da Comunicação, as informações tornaram-se acessíveis a todos, independente de classe social, religião, local…, passando a ser acessadas em qualquer lugar onde se esteja. Apesar disso, as Escolas, em todos os níveis, permaneceram com seus currículos inalterados – utilizando tais tecnologias somente como “recursos instrucionais” em sala de aula e fora dela, ignorando as tecnologias como se nada tivessem alterado o cotidiano da sociedade globalizada.

Inclusive a dinâmica Familiar também se alterou, deixando de ser o Pai (marido ou companheiro), o único ‘Provedor Financeiro’ do casal, pois a facilidade de o casal se separar aumentou em muito o número de divórcios, e a união sem casamento registrado em cartório tem também levando a mulher a buscar trabalho fora – por livre vontade, ou por necessidade financeira da família.

Assim, a Educação em Valores Humanos (Ética, Moral, Civismo…) que tinha o apoio da família até o século passado, ficou relegada a uma inexistência TOTAL, como se a Sociedade não precisasse delas para ser mais Equilibrada, mais Humana. Ou que ‘Civismo’ fosse também um tipo de Educação de responsabilidade apenas das famílias ao educar seus filhos.

Na verdade, tais conteúdos sempre existiram tanto nas Famílias quanto nas Escolas  tradicionais – Escola e Família comungavam das mesmas Verdades, havia sempre um ‘diálogo entre essas duas entidades, através do qual uma complementava a educação da outra. A última Reforma na Educação decidiu, então, que os alunos não precisavam mais dessas matérias.

E foi à partir daí que começamos a ter sérios problemas de comportamento de nossos adolescentes como Desrespeito, Preconceitos, Agressividade exacerbados e escancarados independente de quem fosse, onde estivessem…, demonstrando total Ausência de Limites por desconhecimento do que ‘é ter limites’, que o  limite de cada pessoa termina onde começa a liberdade do outro…, que deve terminar também ao perceber que está “invadindo” o espaço, a Liberdade do próximo…, e assim, sucessivamente.

Exatamente quando as famílias já não podem mais permanecer com seus filhos o tempo todo, que ambos, pai e mãe, precisam sair de casa para trabalhar e manter a família, o Ministério da Educação “decide” (por sua conta e risco) que as Escolas também não podem continuar assumindo essa responsabilidade com seus alunos – filhos dos pais que pagam impostos e têm o Direito de ver seus filhos recebendo Orientações de Comportamento em Sociedade, em Equipe, à partir da escola que eles (pais) pagam ao Governo. e tal ensinamento seria muito fácil de demonstrar, dentro da própria sala de aula, ensinando através de Trabalhos em equipe, pesquisas em grupo… nada que pudesse dizer que iria atrapalhar as aulas.

tal decisão, o Ministério da Educação toma sem ao menos consultar as Famílias de seus alunos, sem qualquer respeito aos pais ou aos seus alunos. Um belo exemplo de “como um Ministério da Educação não deve agir.  Simplesmente um Ministro da Educação decide, em um momento qualquer, que não haverá mais tais matérias nas escolas, esquecendo-se, porém, de consultar os ‘verdadeiros donos dessas escolas’ – os Pais dos alunos. Afinal, diferentemente do que se pensa, as Escolas Públicas  não são gratuitas. Ao contrário, são Pagas Antecipadamente ao Governo, pelos pais através dos inúmeros Impostos que todos nós somos obrigados a pagar.

Se realmente o Governo pensa que a função da Escola permanece a mesma do século passado –  de apenas Transmiti Informações ao aluno – num Século onde a Tecnologia da Comunicação já é acessível a todos…, então, parece-me ter a escola perdido a razão de sua existência.

  • Melhor será começarmos a repensar a Escola que Queremos, a Escola que a Sociedade precisa … E exigir do Governo que ela atenda a essas necessidades… e não a Vontade Política de qualquer governo que venha a assumir a responsabilidade pela Educação.

Foi exatamente por esse motivo ( o Governo achar que pode decidir o que é melhor para o povo)  que começamos a ver em nossa sociedade, nossas crianças e adolescentes reféns de traficantes, seja como usuários de drogas, ou trabalhando para o tráfico de drogas…, tornando-se “marginais”.

E a JUSTIÇA…, ainda mais cega na questão dos Deveres da Escola com sua população, para contribuir ainda mais com a total falta de Orientação Ética, Moral e Cívica às nossas crianças e jovens, decidiu que diante de tais comportamentos delinquentes dessas crianças e adolescentes, o melhor seria DIMINUIR o limite da Maioridade desses jovens, de 18, para 16, e daí para 14 anos – ignorando que não se resolve um problema desse tamanho (que o Ministério Pública provocou) diminuindo a idade de responsabilidade desses adolescentes. Só se assume responsabilidade quando se sabe o que significa Responsabilidade, quando se conhece Princípios e Valores Humanos e Sociais, isto é, quando se aprende Educação Moral e Cívica.

O que a Justiça deveria ter feito era imediatamente chamar o Ministro da Educação e exigir dele que retomasse as Aulas de OSPB que ele NEGOU AOS ALUNOS, assumindo a Culpa pelo descaso que teve com as necessidades de nossas crianças,  bem como contratando um(a) profissional de Psicopedagogia para orientar todos os professores e demais funcionários das escolas públicas, sobre Administração Emocional.

Os Tempos mudaram, a Sociedade mudou, mas quem cuida da Educação insiste em permanecer pior do que estava, e com o aval dos que se denominam Especialistas em Educação, mas que são incapazes de aceitar que a Educação precisa se adequar aos novos tempos. Estes (novos tempos) exigem que se ofereça aos alunos informações também sobre Valores Humanos.

Não aceitar isso seria o mesmo que proibir que se use hoje Computador, Notebook, Tablets, Celulares com acesso à internet, etc…  Alguém conseguiria ter uma “Melhor Qualidade de Vida”, hoje, sem essas tecnologias em seu cotidiano??

Quanto às Universidades (níveis iniciais até os cursos de Pós-Graduação):

Estarão elas tão atentas, tão ligadas nessas alterações da Sociedade no que tange às características da formação e expectativas sobre os profissionais que as empresas buscam no mercado de trabalho hoje?

Ou permanecem com seus tradicionais currículos do século passado, em lugar de atualizá-los, afinados com as novas necessidades dos alunos ( e futuros profissionais) que as frequentam???

Quanto os Cursos Universitários estão preocupados em realmente preparar seus Professores e Alunos para atuarem e colaborarem com esta nova sociedade em que vivem, ao terminarem seus cursos??

Esperar que o Sistema Educacional (Ministério da Educação) exija, imponha por decreto às escolas que tal preparo aconteça é fazer os alunos (futuros profissionais) se formarem já obsoletos diante do que as Empresas e a Sociedade precisam dos seus cidadãos e profissionais.

Caso isso esteja acontecendo, significa que tais alunos (futuros profissionais) apenas “perderam tempo e dinheiro” para se formarem já desatualizados, despreparados no que diz respeito às ‘novas exigências’ da nova Sociedade e do mercado de trabalho onde irão atuar.

A especialista em filosofia e cofundadora da associação Palas Athena, Lia Diskin, aponta as Alterações de Comportamento que influenciam as relações entre Empresas e Pessoas, bem como das pessoas entre si (relacionamento interpessoal).

“O ser humano não é uma espécie acabada. Estamos participando do processo de Evolução e Humanização de nós mesmos e, por consequência, da nossa Sociedade.”  Ou pelo menos é o que esperamos que aconteça.

“Durante a 15a Convenção ABF do Franchising, em uma plenária mediada por Sandra Boccia, diretora de redação de Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Lia destacou algumas mudanças que estão acontecendo na sociedade nos últimos anos”. E, que tais alterações têm impacto direto na gestão de negócios, principalmente no que tange aLiderança de Equipes, no Atendimento ao Cliente ou até na Relação entre Franqueador e Franqueado, Empresas e Clientes.

Assim, como consequência, tais alterações implicarão em grande influência também no Sistema Educacional em toda a sua extensão. Isso porque é a Educação que tem por obrigação preparar seus alunos (como cidadãos e futuros profissionais) para se tornarem Competentes e Éticos para a Vida e o Mercado de Trabalho.

Para os Chineses, que ocupam os quatro 1ºs lugares entre os melhores países na área de Matemática (medido pelo Pisa, com prova aplicada pela OCDE) para medir o nível de habilidades de estudantes de diferentes países – a responsabilidade em preparar seus alunos para o mercado mundial de trabalho é tão exigente que os Vestibulares e Concursos são controlados até por “drones” para ver quem está recebendo e passando respostas aos candidatos na hora das provas. Quem é pego fazendo isso É PRESO por ATÉ 07 ANOS.

Enquanto isso, aqui no Brasil muitos concursandos são ‘apadrinhados’ de quem irá corrigir as provas, tendo suas respostas alteradas por quem as corrige, beneficiando tais candidatos. Num país assim, como formar pessoas e profissionais Éticos?

Confira abaixo algumas mudanças que estão acontecendo na Sociedade nos últimos anos, que estão alterando as relações Sociedade-Empresa-Profissionais :

  1. Democratização das relações. Contestações antes impensáveis agora são não somente possíveis, mas também quase naturais. “Sou do tempo em que ninguém se atreveria a discutir uma nota dada pelo professor e que o seio familiar era iminentemente patriarcal”, afirma Lia. Hoje, há uma democratização dos vínculos, o que é benéfico, segundo ela. “A novas gerações têm habilidades e competências que as velhas não têm. Uma criança ensina o avô a baixar um aplicativo. As novas gerações detêm habilidades que não herdaram das antigas.”
  2. Diminuição do espaço privado. Até alguns anos atrás, todos os executivos tinham escritórios/salas fechadas individuais. Agora, há menos paredes, e o espaço do privado é menor. “As novas gerações partilham, pelos meios de comunicação, condições íntimas impensáveis 20 anos atrás”, diz Lia. E nas escolas, os alunos de escolas particulares de excelência, fazem trabalhos em grupo, trocam opiniões, aprendem a buscar um consenso nas respostas…

 Democratização nas Relações

Imagens da parte de cima do desenho – o que não devemos fazer.                                 Imagens da parte de baixo do desenho – o que devemos fazer

valores01  Inteligência ética     09-06-2016

3. A ilusão das competências multitarefas. “Com o estudo do cérebro, sabe-se hoje que não é possível estar em dois campos de ação ao mesmo tempo diz Lia. As pessoas só conseguem manter o foco de interesse em uma coisa por vez. O que conseguimos fazer é oscilar de uma tarefa para a outra. Mas o resultado será inferior ao que ela conseguiria  se a pessoa tivesse se dedicado a uma coisa só.  Dividir o foco nos impede de ter rapidez para uma manobra (raciocínio) urgente.

4. Confusão entre Identidade e Visibilidade. “Hoje vivemos um momento de Anonimato Coletivo. Essa condição cria uma necessidade de Identidade, que confundimos com Visibilidade”. Segundo Lia “Fazemos um esforço imenso para nos tornarmos visíveis. Em um atendimento de telemarketing, por exemplo, em que o consumidor é transferido de um atendente para outro, o cliente se sente invisível.”

5. Clamor por Ética, Transparência e Confiabilidade. “Essa é a moeda que está faltando nos cofres da grande maioria da Humanidade e precisa ser resgatada com urgência”, afirma Lia. A Ética, diz a professora, é a chave com a qual podemos criar espaços de convivência saudáveis e gratificantes, trazendo com ela a Identidade e Visibilidade que buscamos como Indivíduos e Profissionais.”

 

etica e moral- definição2       09-06-2016

 

“Não se sustenta uma organização, uma empresa, uma família e uma Sociedade Sem Pilares Éticos Muito Claros.”  – Lia Diskin

Angela Alem                                                                                                   9 de Junho de 2016

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Um comentário sobre “Inteligência Ética

  1. Parabéns meu Amor por este excelente texto que nos recorda o quão distante o Homem está do Ser Humano com Valor. ❤ ❤ A Educação tem sido muitio mal tratada e os dirigentes políticos têm cometido enormes negligências para com o Futuro da Humanidade.

    Curtido por 1 pessoa

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