A força da Mutação Genética e a Sociedade Atual

 

gay 30-06-2016

À parte as teorias de que os seres humanos foram criados por uma Entidade Superior, ou Deus, à partir do desenvolvimento do Racionalismo na Europa ocidental e as pesquisas empíricas, passou-se a criar teorias científicas para explicar a origem do ser humano à partir de um Processo Evolutivo iniciado há bilhões de anos. Essas teorias e as pesquisas que dão base a elas estão sujeitas a constantes questionamentos e continuações, alterando-se de acordo com os resultados alcançados.

No que se refere à Origem do Ser Humano, há mais dúvidas que certezas sobre uma origem precisa. As pesquisas paleológicas e arqueológicas possibilitam ver similitudes entre os seres humanos e algumas espécies de Macacos ( e até de Peixes ) o que leva a argumentar sobre a existência de um Ancestral comum.

O que é Evolução?

Evolução é o processo através no qual ocorrem as Mudanças ou Transformações nos seres vivos ao longo do tempo, dando origem a Espécies Novas.

Peixe fora da água também traz pistas sobre a Evolução da Espécie Humana

 

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Bichir-de-senegal ou enguia dinossauro (Polypterus senegalus senegalus): com um pulmão que permite respirar fora da água e capaz de se adaptar à vida na terra, pode ter dado origem a outras espécies de vida fora da água.

Este primitivo peixe mostrou que, mesmo fora da água, é capaz de se locomover e oferecer pistas sobre a evolução das espécies do mar para a terra, de acordo com um novo estudo realizado na Universidade de Ottawa, no Canadá. Capaz de respirar na superfície, o espécime passou inclusive por modificações em seu esqueleto para melhorar sua locomoção.

A pesquisadora Emily Standen, da Universidade McGill, decidiu criar esta espécie de peixe fora da água. Juntamente com o paleontologista Hans Larsson, ela escolheu o bichir-de-senegal ou enguia dinossauro (Polypterus senegalus senegalus), uma espécie com características primitivas que lembra um ancestral dos animais terrestres. Equipado com “pulmões” e escamas duras, o bichir usa as nadadeiras peitorais atrás da cabeça para se movimentar em terra e ir de uma poça de água para outra.

De acordo com este novo estudo realizado na Universidade de Ottawa, no Canadá, eles provaram que esta espécie de peixe é capaz de respirar na superfície, passando inclusive por modificações em seu esqueleto para melhorar sua locomoção.  Assim, na sua evolução, os bichires passaram a usar suas nadadeiras dianteiras para se erguer e “caminhar”. A estrutura que seria semelhante à nossa coluna vertebral tornou-se mais reforçada e longa para dar maior apoio ao restante do corpo.

“Todas as mudanças que observamos estão documentadas no estudo dos fósseis”, afirma a pesquisadora Emily Standen, especialista em biomecânica comparativa e evolucionária na Universidade de Ottawa.

Per Ahlberg, uma paleontologista da Universidade Uppsala na Suécia diz:- “Resta aos cientistas entender esse desenvolvimento na evolução e passagem das espécies aquáticas para a vida na terra – inclusive para a evolução desta espécie em Macacos que originaram os “hominídeos”.”

Tais mudanças, chamadas de Plasticidade Desenvolvimentista, deram aos animais “vantagens” em sua luta pela sobrevivência, possivelmente passada em seus genes para as novas gerações, que os pesquisadores vão acompanhar em novo estudo. “Eventualmente, essas mudanças podem se tornar permanentes com o tempo”, diz Emily Standen. “Mas como isso acontece, ainda permanece um “mistério”, ela diz.

Poderiam, portanto, os Humanoides terem se originado de uma espécie de ‘macaco’ evoluído do tal ‘peixe marinho’. E então, num novo momento evolutivo teria acontecido uma nova divisão, da qual surgiram os ‘Hominídeos’, Seres Humanos primitivos, que originaram os Humanos como os conhecemos hoje.

Do gênero hominídeo, o primeiro seria o ‘homo habilis’

Este, viveu há 2,4 a 1,5 milhões de anos, fabricando instrumentos grosseiros de pedra, além de desenvolver uma linguagem rudimentar.

Do ‘homo habilis’ teria descendido o ‘homo erectus’, que habitou a África e depois alcançou a Europa, a Ásia e a Oceania, por volta de 1,8 milhões e 300 mil anos atrás. Descobriu o fogo, passou a cobrir o corpo e utilizar instrumentos e ferramentas mais precisas, provavelmente também elaborou melhor sua linguagem, frente às novas experiências adquiridas.

Descendente do ‘homo erectus’ foi o ‘homo neanderthalensis’, que conviveu com o homem moderno, mas não se sabe os motivos que o levaram a desaparecer. Viveu entre 230 e 30 mil anos atrás, criando armas e ferramentas sofisticadas, além de enterrar seus mortos com flores e objetos.

Também do ‘homo erectus’ descendeu ainda, o ‘homo sapiens’, desenvolvedor de sofisticadas ferramentas, objetos de trabalho, linguagem muito bem articulada e uma diversidade cultural espantosa. Ele próprio acredita que descende tanto dos deuses quanto do homo erectus. Continua violento como seus antepassados. Surgiu há cerca de 120 mil anos e ainda hoje habita as cidades e os campos do mundo. É também chamado de pessoa, gente ou homem, é a única espécie animal de primata bípede do gênero Homo ainda viva. Os humanos anatomicamente modernos originaram-se na África há cerca de 200 mil anos, atingindo o comportamento moderno há cerca de 50 mil anos.

Os membros dessa espécie têm um cérebro altamente desenvolvido, com inúmeras capacidades como o raciocínio abstrato, a linguagem, a introspecção e a resolução de problemas. Outros processos de pensamento de alto nível, como a autoconsciência, a racionalidade e a sapiência, são considerados características que definem uma “pessoa”.

O Homo sapiens surgiu na África e depois se espalhou para o leste do Mediterrâneo em torno de 100.000 a 60.000 anos atrás, e pode ter chegado na China há 80.000 anos.

Como a maioria dos primatas superiores, os seres humanos são sociais por natureza

Assim, tornaram-se particularmente hábeis em utilizar sistemas de comunicação, principalmente verbal, gestual e escrito, para se expressar, trocar ideias e se organizar. Os humanos criaram complexas estruturas sociais compostas de muitos grupos cooperantes e concorrentes, de famílias e até de nações.

A Sociedade Humana

As interações sociais entre os humanos criaram uma variedade extremamente grande de tradições, rituais, normas sociais e éticas, leis e valores, que em conjunto formam a base da sociedade humana. O Homo sapiens, como espécie, tem como característica o desejo de entender e influenciar o ambiente à sua volta, procurando explicar e manipular os fenômenos naturais através da filosofia, artes, ciências, mitologia e da religião. Esta curiosidade natural levou ao desenvolvimento de ferramentas e habilidades avançadas. O estudo científico da evolução humana engloba o desenvolvimento do Gênero Homo. O “homem moderno” é definido como membro da espécie Homo Sapiens, sendo a única subespécie sobrevivente (Homo sapiens sapiens). Os outros foram extintos há milhares de anos.

Poderá haver a extinção do Homo Sapiens no Futuro?

Num planeta onde todas as espécies têm provado ser Mutantes, também nós, Seres Humanos, corremos o risco de sermos extintos em algum momento mais próximo ou mais distante de Agora.

“Entretanto, sejam quais forem as mutações pelas quais iremos ainda passar durante a seleção natural, continuaremos mantendo algumas de nossas características dos Seres Humanos atuais – que também carregam sinais da sua evolução em seu corpo.”  [Flávio Ilha, colaboração para o UOL]

Exemplo de ‘marcas ancestrais’ no nosso corpo:

Músculo Palmar Longo

 

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Esse músculo salta no seu braço?

Você já deve ter notado, ao flexionar a mão para dentro, que “salta” do punho um tendão minúsculo, um feixe cartilaginoso com pouco mais de três centímetros entre o punho e o antebraço.

Essa é a parte visível do músculo palmar longo, que já foi muito útil para que nossos ancestrais subissem ou se pendurassem em árvores, mas que hoje não tem utilidade funcional – a ponto de 1 bilhão de pessoas no mundo simplesmente não ostentarem o músculo na sua estrutura óssea, sem qualquer prejuízo à sua vida. (Lembrando que somos mais de 7 bilhões no mundo).

Assim como o ‘palmar longo’, outros “vestígios” da evolução podem ser facilmente encontrados em qualquer corpo humano:

Mais Exemplos: o músculo eretor dos pêlos que nos provoca arrepios, os dentes de siso (conhecidos como terceiros molares), o apêndice, o tubérculo de Darwin. Todos, hoje aparentemente sem utilidade, um dia foram importantes para a sobrevivência dos ancestrais do homem.

 

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Mas, se não têm mais utilidade, por que os ‘órgãos vestigiais’, como a Ciência denomina essas estruturas, não desapareceram do corpo humano?

O professor Nélson Rosa Fagundes, do departamento de Genética da UFRGS, prefere atribuir a esses elementos uma característica “neutra” – e não desvantajosa – explicando que “a evolução se preocupa mais com o sucesso reprodutivo do que com a qualidade de vida dos indivíduos, ou seja, a seleção natural favorece a produção de uma prole fértil em detrimento de uma vida feliz.

“No jargão da biologia evolutiva, adaptação e reprodução são virtualmente sinônimos. Então, o fato de que não se use ou, ao contrário, se use mais determinadas estruturas não faz com que elas se modifiquem, a menos que seja via seleção natural”, explica. “Elas mudam quando as variações morfológicas, cientificamente tratadas como fenotípicas, apresentam uma vantagem adaptativa para os indivíduos”.

Nesse caso, é evidente que o fenótipo vantajoso será transmitido naturalmente para as gerações futuras, desde que haja uma base genética capaz dessa transmissão. Mas, no segundo caso, a seleção natural não tem muito o que fazer com o futuro da população. Aí entram alguns órgãos vestigiais: como não apresentam vantagem competitiva, por serem “neutros”, são menos afetados pelo processo de seleção natural.

Movimento LGBTTT

Talvez todas essas Mutações que a humanidade vem observando há anos no comportamento de algumas poucas pessoas de ambos os sexos – por razões de timidez ou de desconhecimento mesmo – hoje os estudos e pesquisas já explicam melhor o surgimento de tanta diversidade de “Mutações” em um número tão grande de pessoas no mundo todo.

Começando pelas Mutações Individuais, passaram agora a abranger tantos indivíduos, com tantas e diversificadas “mutações específicas no mundo todo que já não dá mais para ignorarmos que eles estão aí, buscando seu espaço numa Sociedade “Comum”.

Existe risco de as Mutações trazerem algum problema futuro de algum tipo?

O pesquisador de Genética de Populações, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Waldir Stefano, acredita que é possível, mas lembra que a primeira condição para que isso ocorra é que o casal seja fértil. “É possível, mas não é fácil”, ressalta.

Ele explica que “ao longo dos anos, mutações ocorrem no DNA dos descendentes de quem adota nova postura e jeito de ser  e, caso as mutações vantajosas para a sobrevivência prevaleçam, a chance dos Seres Humanos permanecerem  povoando o planeta é grande.”

E quando há problemas?

Quando as mutações que aparecem podem trazer desvantagens para os indivíduos, a tendência é tornar os descendentes estéreis, como em casos de algumas famílias reais europeias.

Quanto tempo seria necessário para se perceber Mutações Genéticas no Ser Humano

Na grande parte das vezes, as variações do material genético não trazem grande efeito no fenótipo (características visíveis, como cor dos cabelos e dos olhos) e não são percebidas de imediato – daí nunca se ter dado muita importância àquelas pessoas que antigamente eram denominadas “Gays”. Quando as Mutações trouxerem vantagens maiores para a sobrevivência dos descendentes, serão passadas adiante, pelo DNA, na procriação. “A grande questão é em que período de tempo isso poderia acontecer”, disse referindo-se a quantos anos seriam necessários para que os descendentes de um casal gerassem descendentes com suas características genéticas modificadas. Em 2002, o antropólogo John Moore publicou um estudo pela Nasa em que estima que seriam necessárias 160 pessoas para dar início a uma população estável com alterações genéticas para povoar o planeta e ser, então, caracterizada como uma Nova Espécie Humana. O estudo partiu do modelo de pequenos grupos migratórios antigos da humanidade.

LGBTTT, não são pessoas comuns com “Opções” diferenciadas de Sexo, apenas

Tais pessoas estão sofrendo Mutações não só na sua estrutura genética interna, como também em sua estrutura Psíquica, modificando também sua aparência física, gestual e comportamental. Então, de repente temos diante de nós, seres humanos já não tão “comuns” no sentido do que aprendemos a definir desde milhares de anos, mas sim, com especificidades totalmente diferentes do que a Sociedade em geral não conseguia perceber, nem muito menos explicar.

SIM, estes novos grupos compostos de Diversidades tão grandes e profundas, internas e externas, podem representar o surgimento de uma ‘Nova Espécie Humana’, ainda que com caraterísticas Humanas Comuns a todos, como:- Raciocínio, Capacidade Intelectual, Sensibilidade, Desejos, Sonhos, etcmas que no seu modo de ver, sentir e compreender o Mundo já se tornou bastante diferente da grande maioria dos seres humanos encontrados neste planeta, seja em que lugar do mundo se encontrem.

Não podemos nem ignorá-los, nem mantê-los à margem da nossa Sociedade, tornando suas vidas “um inferno constante”. Eles também merecem oportunidades de mostrar que são tão bons ou melhores do que nós, no nosso cotidiano de luta para ‘construirmos uma Vida cada dia mais justa, harmônica, equilibrada e positiva para Todos!

Angela Alem                                                                                                            30 de Junho de 2016

 

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