A Economia aplicada à Vida

 

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A PARTE pelo TODO – colocando os JUROS da Vida a nosso Favor

A vida traz muitas e diferentes ‘Opções de Investimentos’, tanto no que diz respeito ao Tipo de Investimento para o ‘Dinheiro’ quanto ao se ‘Fazer Escolhas’ de Vida para o Presente e o Futuro. E todas elas implicam em JUROS no Futuro – sejam estes a Favor ou Contra Quem Faz os ‘Investimentos’ em qualquer área de sua Vida – Profissional ou Pessoal – ao longo de sua caminhada pelo nosso Planeta (Passeios, Desejos, Cursos, Trabalho, Sonhos…). Assim, cada pessoa ao ‘Fazer escolhas’ a todo momento, leva em conta seu Desejo de ‘Fazer Algo’ que o realize ou o Desafio de alcançar Algo, Superar Algo que para cada um tem uma determinada Importância.

Enquanto o Desejo incita à Ação, a Percepção do TEMPO incita ao Conflito interno entre tais Desejos (escolhas). Satisfazê-los Imediatamente (Agora)…, ou Esperar um pouco mais (Futuro).

As pessoas que já viveram mais, mais experientes na área de ‘Fazer Planos e Refrear Impulsos’, aprenderam também a ‘antecipar’ ou ‘retardar’ o fluxo das coisas de modo a aceitar o Tempo como ‘Aliado’ de seus Desejos e Valores sem que haja a necessidade de passar por conflitos internos, tais como:

  • Fazer Agora ou Deixar para Amanhã?

  • Desfrutar o Momento ou Cuidar do Amanhã?

  • Ousar ou Guardar?

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Estas são perguntas (dúvidas) das quais ninguém escapa. E mesmo que deixe de fazê-las conscientemente, elas estarão lá, no inconsciente, e serão respondidas por meio das ‘Ações’ que se seguem no decorrer das decisões diárias. Das decisões cotidianas imediatas ligadas a Dietas, Exercícios, Saúde, Finanças, Educação, Profissão, Emprego…, e mesmo escolhas Afetivas, Filosóficas, Religiosas, Políticas, Hobbies…, até aquelas de ‘longo Prazo’ como Mudanças (escolhas) ‘no Que e no Como se deseja viver na Velhice’ (Tempo). Tudo, e cada, decisão direciona a trajetória individual pela Vida mostrando, a cada novo passo, onde se pode (deseja ou deve) ‘Investir Mais’ (ou Menos), e como consequência, se ter uma perspectiva maior e melhor do quanto iremos Pagar de Juros (Ônus), ou Receber de Juros (Bônus) sobre nossos ‘Investimentos’ (escolhas) no Futuro.

Começa aqui a Capacidade das pessoas em Enxergar a Vida em sua Totalidade…, ou apenas Serem Capazes de ‘inferir’ e compreendê-la como TOTAL pela sua Parcialidade – tomar a Parte da Adolescência e Juventude, pelo Todo de sua existência. Viver Agora a Vida (vista em sua pequena Parte – a adolescência e a Juventude – porque não sabem se estarão vivos até atingir a Velhice, ou terão condições financeiras para fazer o que gostam e podem fazer Agora.

Posição CREDORA diante da Vida

O  Tempo como medida do Juro a ser pago – Viver  a vida Agora com algumas restrições para, na Velhice, continuar a vivê-la com ‘tranquilidade financeira, disposição e saúde’ e com Liberdade para continuar a fazer o que gosta.

As escolhas (Trocas) que surgem das decisões tomadas nas diferentes etapas da Vida, diante do Tempo (Presente ou Futuro) são sempre ‘uma Via de Mão Dupla’, na qual se deve estar atento para não errar o caminho (decisões) e acabar pagando Juros bem mais altos sobre aquilo que se quer –  para o Presente ou para o Futuro.

Quando Jovens, as pessoas desejam muito mais ‘curtir o momento’  sem se preocupar com o Futuro, sem se preocupar no que implicam suas escolhas imediatas quando ‘deixarem de ser jovens’. Essa posição ‘Credora’ – pagar Agora, Viver Depois – é aquela na qual se opta por ‘abrir mão de algo no Presente’ em prol de algo ‘melhor no Futuro’, tendo-se plena consciência de que a vida é feita de MUITAS ETAPAS, e, por mais que nos ‘consumamos’ física, emocional e financeiramente numa ÚNICA ETAPA, ela NUNCA estará sendo vivida em sua Plenitude – este é o MAIOR ENGANO da Juventude sobre o “Aproveitar a Vida”. A VIDA só será Plena e Completa se for vivida profundamente em TODA A SUA EXTENSÃO.

Neste tipo de escolha, onde a pessoa ‘espera algum tempo para poder viver a vida na sua verdadeira ‘Plenitude’, o Custo precede o Benefício, pois o Tempo mostra que na velhice, a maioria das pessoas já não conta mais com tanta Saúde e Energia Física a ser consumida. Assim, para que sua ‘Qualidade de Vida se mantenha igual ou melhor do que na Juventude, a pessoa precisará manter sua Autonomia Financeira para preservar sua Liberdade de Escolha e de ir e vir quando, para onde e como desejar. E isso não tem dinheiro que pague. Por isso as pessoas mais atentas e conscientes  optam  por apenas ‘Curtir a Vida em sua Plenitude’ NUMA FASE POSTERIOR à da juventude – quando, então, receberão, COM JUROS, O BÔNUS da Espera – ainda com boa saúde, autonomia financeira e disposição.

Posição  DEVEDORA diante da Vida – Toma-se a Parte pelo Todo

Ela acontece quando as decisões tomadas no Presente demonstram pouca ou nenhuma preocupação com a Velhice, ou a pessoa não acredita que poderá chegar nela com Vida ou Saúde suficiente para aproveitar os anos de vida que lhe restem (20, 30, 35 anos a mais, da época que irá se aposentar).

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A Vida traz muitas e diferentes ‘OPÇÕES DE INVESTIMENTO’, tanto no que diz respeito ao ‘Dinheiro’ quanto nas Oportunidades de Escolhas de Vida para o ‘Futuro’ ou para o ‘Agora’. E todas essas escolhas implicam em ‘Juros no Futuro’ – sejam esses ‘a Favor’ (Bônus) ou Contra (Ônus) quem faz  tais ‘Investimentos’, seja na sua Profissão, na sua vida Pessoal, nos Desejos, Sonhos…, ao longo de seu caminhar “pelas estradas da vida”. Assim, cada pessoa ao fazer suas escolhas a todo momento, deve levar em conta também seu desejo de Realizar algo, ou o Desafio na busca de algo que, para cada um, tem uma determinada importância.

O Termo de Troca entre esses dois Valores, separados no Tempo, define a “Essência dos Juros”. O fenômeno dos Juros é, portanto, inerente a toda e qualquer forma de ‘troca intertemporal’. São Prêmios da Espera, na Ponta Credora (Tempo Futuro), correspondente aos ganhos decorrentes da transferência ou cessão temporária de Valores do Presente para o Futuro. E são o Preço da Impaciência na Ponta Devedora – o Custo de se antecipar ou ‘importar’ Valores do Futuro para o Presente.

O Fio Condutor deste Raciocínio é a noção de que ‘a realidade dos Juros não está restrita ao mundo das Finanças’, como supõe o senso comum, mas permeia as mais diversas e surpreendentes áreas da Vida Prática – Social e Espiritual – a começar pelo Processo de Envelhecimento a que os Corpos e Mentes dos seres vivos estão sujeitos.

A face mais visível dos Juros Monetários – os juros fixados pelos Bancos – representa apenas um dos aspectos dos Juros existentes, ou seja, uma ínfima parte do vastíssimo Universo das Trocas Intertemporais em que Valores, Presentes e Futuros, medem forças. A Economia de um país ou Juros cobrados pelos Bancos representam apenas UMA PARTE de UM TODO BEM MAIOR.

Limitar a categoria ‘JUROS’ a “Pagamentos devidos por empréstimos em Dinheiro” seria como restringir a noção de “Trabalho Humano” ao “Processo de tarefas realizadas a troco de um Salário mensal”. Os ‘Juros Monetários’ são apenas ‘Uma Forma Particular’ de Juros, assim como o ‘Trabalho Assalariado’ é apenas ‘Uma Forma Particular’ de Trabalho.

Muito do que se passa na área das Finanças está também relacionada com ‘situações e processos’ familiares em ‘outras dimensões’ da nossa vida cotidiana. Tomar a ‘Parte’ pelo ‘Todo’ não ajuda as pessoas a Aprender a Raciocinar Corretamente sobre o que lhes é transmitido seja na Escola, pelo Professor, seja o que elas próprias buscam em leituras de pesquisas, ou mesmo ouvem e veem pela TV.

Quando isso acontece (não saberem raciocinar de forma correta sobre o que buscam aprender), isso as leva  a se ater a

Dois Tipos de Conclusões Erradas:

  • Acreditar que ‘a grande maioria dos Aprendizados nada tem  entre si’, e;

  • O que se ensina sobre um assunto ‘sempre abrange a Ideia Toda daquele Tema’

Na outra Ponta, o aluno que recebe a Informação passa a ter uma compreensão (ou Visão) errada ou distorcida da abrangência daquele Tema em estudo, passando a confundir-se (mais do que ‘compreender’), incapaz de ‘fazer relações’ mais extensas e profundas sobre ‘o que É, de verdade, aquele TEMA apresentado ou pesquisado. Vejam a ilustração:

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Responsabilidade dos Cursos de Formação de Professores-Mediadores, nas Universidade Brasileiras atuais

Um erro grosseiro e muito comum dos Cursos de Pedagogia e Psicopedagogia das Universidades brasileiras está na Metodologia e Recursos utilizados pelos professores no ensino desses alunos que desejam se dedicar à Educação, mas que só reforçam a confusão  entre compreender a Parte pelo Todo. Essas atividades são:

  • Pesquisa de um Tema, em grupo, com posterior apresentação em sala de aula, onde:

    Neste tipo de trabalho, o conteúdo é dividido em partes entre o número de participantes e cada um pesquisa somente sua parte. Posteriormente, na hora da apresentação para o professor, em classe, cada um também apresenta aos colegas de classe unicamente a sua parte. Dessa forma só se perde tempo porque  NINGUÉM APRENDE NADA, todos ficam com ‘partes soltas’ de um tema, sem a noção do TODO, e muitas vezes sem nexo algum…, e,

  • Estágios Práticos em Escolas para ‘observação e análise’ de alunos e professores, na prática do processo de Ensino-Aprendizagem do professor em sala de aula, SEM ACOMPANHAMENTO.

Estes tipos de atividades são, a meu ver,  a parte mais importante desses cursos, pois o restante se preocupa somente com a Parte Teórica – apenas Pesquisas, que dispensam professor.

Estágios Práticos feitos dessa forma, sem acompanhamento de um Orientador direto com os alunos que fazem estágio, em nada ajudam os estudantes a compreender a responsabilidade e importância do Professor nestes momentos de contato direto com sua classe em sala de aula. Ao contrário do que se espera, esta forma de estágio incentiva-os a simplesmente ‘assinar’ presença nos estágio com os alunos e durante o processo de observação se distraírem com conversas paralelas.

Outro erro grosseiro dos cursos atuais de Formação e Especialização de Professores-Mediadores está em não prepara-los para serem Mediadores da Aprendizagem, e não apenas ‘Transmissores de Informações’. Afinal esta é a principal função do Professor – Capacitar seus alunos a Analisar um Tema posto em questão na aula, de uma forma mais abrangente para que possam tirar suas próprias conclusões e, posteriormente se tornarem competentes para fazer novas ‘relações’ sobre qualquer tema que leem, ouvem e vejam através de quaisquer meios de Comunicação ao seu alcance – deixando de aceitar ‘como verdade única, definitiva, correta e completa’ somente a análise do professor, do escritor, do palestrante, comentarista do rádio ou televisão sobre o tema que está sendo apresentado.

 Quando as escolas superiores, através de seus professores, não mostram (e muito menos ‘ensinam’) seus alunos (futuros professores) a enxergar essa relação mais ampla e abrangente de um tema que ele traz para sua aula, o que ele transmite a tais futuros professores é a mensagem de que  ‘cada tema tem somente Uma versão verdadeira’ – a do professor – ou do livro que estão lendo. E será isso que os Futuros Professores transmitirão  aos seus alunos, transformando-os naquilo que vemos hoje proliferando como uma praga nas escolas – alunos que sabem apenas “repetir” o que aprendem, pessoas ‘repetentes’ de verdades únicas, acreditando que cada coisa tem ‘somente Uma Versão, somente Um Resultado Final, Uma única Interpretação Correta’.  Quando todos nós sabemos que isso NÃO É VERDADE. Nem os cientistas chegam a um mesmo resultado sobre um mesmo tema em estudo.

É dessa forma que os atuais professores estão ajudando a ‘Estreitar as Mentes’ de seus alunos, bloqueando-as em sua capacidade de Raciocinar de forma flexível, maleável – quando é este seu verdadeiro papel junto aos alunos (de qualquer idade) – o de ajuda-los a descobrir a essência do que lhes é apresentado, a descobrir o incrível mundo das Relações entre os Saberes. Só assim estarão ajudando cada aluno a transformar o Potencial de Inteligência com que nasceram  em Inteligência Manifestada na Prática.

Todas as pessoas nascem com Potencial de Inteligência bem mais alto do que imaginamos. E uma frase que me tocou profundamente foi a do Dr. Reuven  Feurstein grande estudioso da inteligência Humana que criou um Método de Desenvolvimento da Inteligência capaz de elevar em até 25% a capacidade de raciocínio e aprendizagem de crianças com Down. Sou testemunha do sucesso de seu método pois ajudei a aplica-lo nos frequentadores de uma das APAE de São Paulo. Depois passei a aplica-lo em pessoas normais na minha Academia do Raciocínio que comprovou a efetividade deste método.

Outra metodologia que já provou dar muito certo no desenvolvimento da Inteligência é a Inter e a Transdisciplinaridade. Quando corretamente aplicada ajuda a obter resultados fantásticos de raciocínio. Elas não são  feitas para criar ‘robôs’, mas para ensinar as pessoas como ‘perceber’ o imperceptível por trás de uma mensagem, de uma frase. São apenas mais dois instrumentos de ‘aceleração da percepção’, passando a aplicar em seu cotidiano esse tipo de raciocínio de ‘fazer relações’ entre diferentes aprendizados, ampliando seus horizontes intelectuais.

Crianças que desenvolvem sua capacidade de percepção saberão se ‘antecipar’ a possíveis problemas quando forem maiores, o que as capacita a também fazerem melhores escolhas em suas vidas – pagando menos Juros por erros de escolhas ruins e até impedindo-as a realizar alguns de seus melhores sonhos.

O TODO e as PARTES que o compõem

O  que se vê, se toca, se ouve nem sempre corresponde à realidade, dependendo inclusive de onde a pessoa está posicionada.

Na maioria das vezes o que chega até nós é a Opinião de alguém sobre o que ela viu, leu, tocou, ouviu quando tal pessoa passou pela sua experiência. A vida é bem mais profunda, extensa, diversificada, imprevisível do que aquilo que conseguimos compreender ou mesmo experienciar. É impossível coloca-la dentro de uma determinada definição, já que cada um a vive e sente do seu próprio jeito, do seu próprio ponto de vista, influenciado pelas opiniões tantas que aprende e aceita como ‘certas’ e até irrefutáveis. Entretanto existem tantos ‘pontos de vista’ quanto o número de pessoas  deste planeta.

E no entanto, a tendência da Mente Humana não habituada a ‘desafios de interpretação’ é a de entender que “o que vê, ou julga ver (isto é – a ‘Parte’ que consegue ‘perceber’ representa ‘O Todo’, o Conjunto Todo – e não somente ‘parte de algo maior’.

No momento que isso acontece a pessoa cria um bloqueio, um ‘limite a sua Compreensão Mental’ a tudo que se passa a sua volta. Sua Mente se fecha para as outras múltiplas possibilidades e sua Verdade passa a se resumir na Parte que a pessoa percebe. Dependendo do que ela tiver que fazer em seguida (tomar uma decisão de vida, por exemplo) com toda certeza ela deixará de lado muitas oportunidades que poderiam torna-la bem mais feliz.

Isso pode se tornar muito sério caso alguém que tenha criado em sua Mente esses mesmos ‘limites’ tenha que servir de testemunha de um acidente grave. E o interessante é que também os policiais não são ‘educados’ para desenvolver suas percepções. Tipos assim não percebem a Vida como “um infinito de Possibilidades’, mas apenas ‘Momentos’ de escolhas entre “Ou Isso, ou Aquilo”. Tudo é limitado, só lhes ensinaram a ver ‘uma parte da verdade, da Realidade’, como se ela fosse “A Verdade Toda”.

Como exemplo, deixo aqui a já tão conhecida história dos cegos que um dia decidiram ir conhecer um Elefante

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Cinco cegos, que eram amigos, foram um dia a um zoológico para conhecer o que era um Elefante. Chegando lá, o responsável pelo elefante os acompanhou até perto do elefante e deixou-os à vontade para tocarem o animal. Como o elefante era só UM e eles eram 5, cada um procurou chegar perto do elefante de um lado dele – pela frente, por trás, por cima, por baixo, de lado…

Ao final da experiência quem os acompanhava perguntou o que tinham achado do elefante e cada um deu a sua opinião. Um deles disse que o elefante era uma ‘coluna muito alta, redonda, grossa e áspera’. Outro disse que o elefante era um tipo de abanador, fino e flexível que fazia vento no rosto dele. Outro ainda disse que o elefante era flexível, sim, mas era redondo e comprido. E assim, cada um deles, sucessivamente, foi tirando suas próprias conclusões partindo do ponto em que tiveram contato com o animal – formando sua própria imagem de como achavam ser o elefante. Assim, ficaram com uma idéia do animal de acordo com a parte que tocaram – tomando a PARTE pelo TODO.

A VIDA, para este tipo de pessoa que não consegue ter uma visão mais abrangente e profunda da Realidade, torna-se um tormento, uma luta diária entre o que consegue perceber e o que realmente acontece a sua volta. Tudo porque sua Mente não foi desenvolvida para ver a realidade no seu Todo, mas apenas em suas Partes em separado, bloqueando sua capacidade de ‘análise global’ do que observa e suas múltiplas possibilidades.

Daí a importância das Escolas prepararem melhor aqueles que serão depois Professores – responsáveis pelo ‘ensino correto’ da sua matéria. Ensinar corretamente uma Matéria é ‘muito mais do que transmitir conteúdos’ aos alunos. É fundamentalmente orientá-los sobre ‘o que é interpretar’ o que vêm, lêm, ouvem’…, com exemplos práticos do cotidiano que observam.

Um recurso interessante para desenvolver a capacidade de interpretação da realidade é criar uma situação de observação em sala de aula e pedir a cada um que verbalize o que ‘percebe’ daquela situação. Uma representação de uma situação do tipo ‘Teatro’. Ao fazer isso fica mais claro aos alunos que, dependendo do ponto de vista de cada um, a situação representada pode ter diferentes interpretações, permitindo-lhes construir uma ideia mais ampla do significado do que  analisam – capaz de lhes fornecer uma compreensão do Todo que a situação representa, e não somente das Partes ‘soltas’ do contexto.

Portanto, a responsabilidade maior do professor é a de ‘abrir a Mente’ de seus alunos para se ‘libertarem’ cada vez mais do Professor e buscarem, sozinhos, seus Saberes, da forma que melhor atenda o Estilo Preferencial de Aprendizagem de cada um no seu cotidiano. Só assim aprenderão, mais tarde, a ‘tomar decisões’ mais corretas em suas próprias Vidas, porque com bases mais reais e sólidas.

Então, a Vida virá confirmar a cada um que este é o caminho a ser percorrido em direção ao Sucesso, único que permite a Todos  ‘fazer novas escolhas’, ‘ampliar seus horizontes’, corrigindo a ‘Visão Seletiva’ de seu Olhar e sua Mente – por terem desenvolvido ‘Catarata’, Miopia e Hipermetropia que nela se formam ao longo do tempo na repetição (e ausência de análise) do que é transmitido nas Escolas – deixando, então, de confundir a Parte pelo Todo e vice-versa.

Porque a Vida só é ‘Plena’, ‘Completa’ quando é observada na sua Evolução e Totalidade, na sua Dinâmica, acrescentando sempre ‘algo mais’ e substituindo ‘padrões’ já superados. Quando não se está atento, focado na constante Evolução , adquire-se uma Cegueira Mental que estratifica o Raciocínio, levando à ‘repetição constante dos mesmos Erros’ apenas por não entender o que É UM ERRO.

De acordo com a Teoria Gestalt “Não se pode ter conhecimento do ‘Todo’ unicamente por meio de suas ‘Partes Isoladas’, pois o Todo é Outro, e não somente a ‘Soma de suas Partes’. O resultado final do Todo transforma-se em Sinergia, onde A+B não é ‘(A+B)’, mas sim, um Terceiro Elemento “C”, que tem suas características Próprias. Assim, a soma das letras R+O+S+A não constituem apenas uma palavra em nossa Mente. Elas evocam a imagem da flor + sua forma, perfume, lembranças que ela evoca…”

 Exemplo: ROSA

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 Angela Alem                                                                     28 de Setembro de 2016

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Um comentário sobre “A Economia aplicada à Vida

  1. Parabéns, minha querida Angela Alem ❤ ❤ , pelo excelente texto sobre formação de Professores e a dimensão pedagógica que faz toda a diferença na Educação dos Alunos.
    A aprendizagem do inter-relacionamento das matérias e da realidade do contexto global conhecendo as partes, assim como saber abrir a mente dos Alunos para as incertezas da vida sem perderem a coerência do assunto, são matérias fundamentais para o sucesso profissional.
    O mais interessante é que todos os dia aprendo algo novo e muito relevante com você. ❤ ❤

    Curtido por 1 pessoa

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